O fim do túnel
Era patético a forma que ela vivia pensando em suicídio. Em como ela achava que o vazio de sua miserável vida tinha tamanha dimensão que até seus olhos eram um poço vazio de nada. Era inundados com o vácuo. Seus olhos eram vazios, sua boca cheia de palavras era vazia, seu corpo era vazio, as ruas eram vazias. Tudo realmente era vazio. Nos finais de semanas ela sempre procurava um barzinho nas esquinas escuras para tomar mais uns goles de cerveja e sair por aí contando todos os seus desejos de vida - embora ela nem quisesse viver tanto assim. Colecionava problemas dos outros, também. Era como uma caixinha onde as pessoas depositavam tudo o que as atormentavam. Estava à beira da loucura e ninguém estava aos prantos para salvar-lhe. Pobre coitada, cheia de vazios não tinha como parar. Fumava tantos cigarros. Bebia tantas cervejas que quando o sol estava nascendo tinha que se curvar na cadeira e vomitar. O tal de amor já não era mais que um pequeno vazio dentro do seu coração repleto de feridas da vida. Desmaiava de fraqueza, de cansaço, de uma espera que nunca ia se acabar. E era assim sempre. Era ela, a cerveja, os cigarros e, por fim, o vazio terrível.
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