Te ressentindo.

Te senti. Mas não naquele modo que tenho repetido tanto nesse tempo. E sim, aqui dentro. Pulsando. Fazendo minhas veias subirem, ficando aparentemente perigosas. Meu coração acelerar. Minha respiração ficar ofegante. Te senti tão forte como nunca pensei em sentir um dia. Tive medo. Será que era você mesmo, aqui dentro? Peguei suas fotos e fiquei remoendo nosso passado. Não é que ele seja obscuro que faça-me esquecer dos momentos felizes que tivemos. Mas, eu me acalmei quando tive a certeza que era sim, você. Era, é e sempre será. 
 E logo começou uma tempestade que nunca nem tinha visto aquilo tudo, em toda minha vida, vivida. Senti medo também. Peguei o coberto e tentei afogar todos esses medos que tinha aqui dentro, externos e internos também. Resultados até que deu, e logo dormi. Dormi na esperança de encontrar-te em meus sonhos, de poder abraçar-te sem ter medo de soltar-te. Sonhei. Estávamos tão felizes. Mãos entrelaçadas. Cabeças encostadas. Você sorria todo tempo, mesmo brigando com você à todo momento. Você não saia dali, nem por um minuto, nem por um segundo. Foi ai que me senti a mulher mais amada do mundo. Mas realidade sempre existirá para estragar meus planos e sonhos de consumo que tanto almejo ao seu lado. Você me deu um afago nos cabelos e me soltou. E foi aí que me encontrei e te deixei ir, sem medo, sem penitência e, até mesmo, sem hora pra voltar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário